terça-feira, 30 de novembro de 2010



Jaya Magalhães, em Líricas

nóis é jeca e jacu de tão xonado

êee trem bão, sô!

eu me recuso!

Não, eu não quero ser medíocre, não. 
Deus não me deu esse estômago enjoado, essa alergia encantada de vida e esse coração disparado à toa. 
Eu devo ser especial, eu devo ter algum talento
Não, eu não quero ser medíocre, não eu não quero desistir, não quero optar pelo caminho mais fácil, não quero que a energia negativa me enterre.
Tati Bernardi 

A/c Lívia Cândido

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

...

porque sentiram-se despidos um do outro.
tiveram o corpo congelar de tristeza e arder de saudade.
achavam-se vis, de nenhuma ou pouca valia estando sós.
esquivavam-se da dor, como em sendo possível o não-sofrer.
choraram ao não reconhecer o reflexo do outro no espelho.
disfarçaram o pranto ao optar pela mesa 4, aquela que nunca fora deles. 
ao contrário da 7, às quartas. por anos.
silenciaram ante a pergunta do garçom.
garçom: - em outro japonês?
ouviram ainda Chico César questionar: - onde estará o meu amor?
pressionados, riram, para causar impressão de que estava tudo bem, apesar dos entretantos.
alteraram o trajeto a fim de não passar frente ao jardim, local que celebraram lindas tardes à luz do sol poente e ao som de juras de amor eterno.
questionaram, cada um a seu tempo, a eternidade.
indagaram, cada um a seu modo, o porque do fim.
conclusões chegaram:
ela: - a culpa é dele! Maldito ciúme, maldita possessão!
ele: - a culpa é da mãe dela! Maldita velha, bendita a sua filha!
comeram trufas para remediar a carência. 
ele, de maracujá; ela, de chocolate meio amargo. 
azedo e amargo, sabores de duas suas vidas.
tempo.
tempo.
tempo.
eis que o senhor que tudo sabe e a tudo transige, decide por agir.
faz emergir lembranças.
com força sopra a brasa da paixão.
revive cheiros, sabores, toques e sensações.
e por fim, encontra o amor.
este, ainda que renegado, mostra-se indiferente aos fatos. aos atos. 
às palavras ditas no calor da discussão.
busca conforto no senhor de todas as coisas, e unidos, partem rumo ao beco escuro da solidão. 
vagam em profundo silêncio, o som da dor.
encontra o dele, apático; 
o dela, saudoso; 
ambos, ainda amantes.
é o bastante.
e finalmente unos, correm em direção a vida.
ressalta-se: a unidade de vidas.
rumo a paisagem mal definida na imagem, 
porém concreta nos corações.


Agradecimentos a Fábio Ribeiro, que além de uma valiosa amizade, trouxe-me inspiração com esta imagem
(28/11/2010, Sergipe-Brasil).

OK, eu me redimo: SEMPRE ele mesmo!

Agora estou mais acostumado. 
Tem coisas da gente que não são defeito nem erro: são só jeito da gente ser.
O negócio é acostumar com isso e não sofrer.
Aliás, o melhor jeito, em relação a qualquer coisa, é sofrer o mínimo possível.
Aquilo que os americanos chamam de relax and enjoy – mais ou menos
relaxe e curta.”

SEMPRE ele, ahã!

Tenho a impressão que a vida, as coisas foram me levando. 
Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito.
Caio

E digo mais, Caio, levaram pessoas, coragem, prazer, esperança...
Ora vejam os senhores, quanta gentileza! Deixaram uma tonelada de problemas. 
Além de uma ironia de primeira categoria.
Afora um sarcasmo de causar inveja.
E uma bipolaridade que por vezes me espanta
ai, ai...


dia KOO

---> Dando REPLAY no Renato para ver se tais coisas melhoram! =*

hoje teve, viu?!

sim, meus pés latejam...
ainda ouço um cavaquinho que chora e um pandeiro que faz rir.
o frozen, por não estar na temperatura adequada, faz doer o meu estômago.
as alturas dos saltos femininos muito me intrigam.
algumas canções eu desconheço, outras, não consigo lembrar.
mas não troco nenhuma dessas sensações por nada! 


domingo, 28 de novembro de 2010

- hoje tem, heim?! (8)

porque hoje eu acordei sentindo sua falta...

...quantas saudades, TIFA!
HAUHAUAUHAUHA...


um desmaio

ainda não sei o que seja um desmaio.
e isso muito me aflige.
por pensar que ao desmaiar, rende-se ao vazio.
sucumbe ao desconhecido.
é a rendição de um corpo cansado, que sofre, que pede mais vida.
isso livre de escolhas, de opiniões e regras.
desmaia-se e o que de fato acontece?
é esse vazio que eu gostaria de conhecer.
esse render-se sem temor, porque indiferente a meu comando.
saber como é entregar-se sem receio de perder.
porque nada tem a perder quando se deixa render.
esses ultimos dias não têm sido fáceis.
e por isso, eu vos peço, Deus, apresente-me a um desmaio!
mesmo que breve, fração de minutos.
só para sentir essa ilusão de liberdade.
e deixar-me entregue a própria sorte.
sorte seria o retorno, o pós-desmaio?
ou nele permanecer por mais um tempo, um tempinho que for?
porque sim, nessas horas de muitos questionamentos, uma quase-dor,
o que nos resta é permitir-nos o vazio.
e ver o que dele será de nós ao final.

sábado, 27 de novembro de 2010

Clarice por Bethânia
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A despedida do amor...


"Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.

A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo."

Martha Medeiros.

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FIM

porque ela é a minha amiga


 e mesmo a la POOTA ESPANHOLA,


... eu sou louca nela e na sua loucura!
Vamos beber, amiga, porque amar tá difícil! rs'
adorucêtrem

"não trate com prioridade quem te tem como opção"
cliché, mas que de tão verdadeiro, salta aos olhos e faz doer o coração.

Para Carol Lanna

É assim que você ficará registrada em mim: com um sorriso largo, transbordando sinceridade, generosidade e a amabilidade que encontrei quando a conheci!
Diante da saudade, abrirei as Minhas Imagens, e, ao olhar fixamente para nossas fotos, vou lembrar dos momentos que respiramos uma a alegria da outra.
Sem despedidas, porque nossa amizade passou a ser eterna para mim.
Obrigada por tudo, tudo MESMO!
Um beijo!

sem mais
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

então,

reflexo do coração, que não comporta tudo o que sente, o PB ou Color agora tem comunidade no mundinho azul-piscina!


Sejam muito bem-vindos nela também!


-> http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108715190

Cara da ryckeza, pófalá! rs'


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Por que será?
Vinicius. Toquinho e Vergueiro

Por que será
Que eu ando triste por te adorar
Por que será
Que a vida insiste em se mostrar
Mais distraída dentro de um bar
Por que será
Por que será
Que o nosso assunto já se acabou
Por que será
Que o que era junto se separou
E o que era muito se definhou
Por que será
Eu quantas vezes me sento à mesa de algum lugar
Falando coisas só por falar
Adiando a hora de te encontrar
É muito triste quando se sente tudo morrer
E ainda existe o amor que mente para esconder
Que o amor presente não tem mais nada para dizer.

3 meses

25 OFF

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


se fez germinar, trate-me como uma plantinha. regue-me sempre e na medida, assim como  exponha-me à luz do sol. faça-me crescer e querer brotar.
do contrário, eu vou murchando, murchando, murchando... 
até morrer, e deixar somente a lembrança de dias esplendorosos de beleza.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

é assim que funcionamos: citando Caio sempre e muito

porque em cada rosto visto naquele espaço urbano, eu enxergava você...
e era só você que eu queria ali comigo.
//
[...] onde quer que eu vá, o que quer que eu faça,
sem você, não tem graça. (8)

domingo, 21 de novembro de 2010

para escutar caladinha.
e só.

de novo Caio fala sobre mim... sobre nós...


Te espio que nunca me percebes assim
te devassando, como se através de cada fiapo,
de cada poro,
pudesse chegar a esse mais de dentro que me escondes...
e em tudo que me contas pensando,
suponho
que é teu jeito de dar-se a mim.


[...]

Que bom que o seu amor me escolheu,
que bom que o seu sorriso trouxe a força
Me deu coragem, e o bastante pra dizer...
Que eu posso seguir tranquila, sem pressa pra voar
Eu posso chegar bem longe
Eu posso
ganhar o mundo
Mas hoje eu só quero o horizonte e  v.o.c.ê  comigo!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010



Achava que sim.
                                    Que sim.
                                                                          Sim



Caio






Traga toda sua prenda, traga tudo que for

Que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor...
Traga toda a tua lenda, traga o teu cobertor
Que eu trago a poesia, pra cantar nosso amor...


Menina do Balaio, O Teatro Mágico
Então, que seja DOCE
Repito todas as manhãs, 
ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias.
Caio

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

sobre o amor e aquilo que eu não sei dizer, mas digo

"Aqui jaz o amor."

Quando é que se finda o amor, afinal? Amor é assim, então, mensurável? Daqueles tais que tem início, meio e fim? E medida então: amo muito, amo pouco, amo na/sob medida?
O que então promove o término de um amor? Traição strito sensu ou ainda a traição de sentimentos, a desesperança, solidão a dois, talvez uma frustração, palavras mal empregadas, atos outros que ambicionam determinar o seu fim?
E isso, o fim, deve partir de um ex-amante ou do casal? Restaria ainda a generosidade de entristecer-se somente para não deixar que o outro sofra só? Em sendo o sofrimento de ambos, posso mesmo afirmar que não mais existe vestígio de amor? Ora, se estão sofrendo, é porque ali ainda resta um quê de amor!
Só se ama uma vez? Sim, porque para certificarem "findo o amor" é porque este desapareceu por completo daquele que o sentiu. É isso, então, o amar?
Peraí, então o amor não reside no coração [ou como querem os cientistas, nos receptores cerebrais de dopamina], mas sim no ser que foi amado? Foi, passado que me intriga, foi...
Ora, ao meu ver, o amor não morre, não desaparece, não mingua, mina, ou algo parecido. O amor vai sempre ali existir, ainda que mudem os personagens, as circunstâncias, o tempo, o modo...
Eu não quero crer que deixo de amar quando coloco fim a uma relação. É finda a relação, o nós, aquela unidade de dois que promove o bem. Aquela unidade que chega a convencer  sobre o encontro de almas, o despertar de algo que estava ali, adormecido, esperando um assobio estridente, em boas notas, para enfim apresentar-se ao mundo e dizer a que veio.
Ainda que finda a relação, extinto o nós, restam as lembranças de dias ardentes e de ternura, dias de paz e de discórdia, mas vividos, intensamente. Outros sobrevividos, ok, nada mais natural numa relação a dois. Mas foram dias inesquecíveis, não? Dias e noites de amor...
O amor ali permanecerá, para todo o sempre, quer queira ou não. Por não acreditar no fim do amor, não acredito no desamor. Desamor nada mais é do que o tempo que ainda não fez clarear as ideias após um término de relação mal superado.
Sim, sou uma daquelas românticas sentimentalóides, que fingem algo saber. No entanto, preciso mesmo posicionar-me, até por questão de sobrevivência.
Não é finito o amor, portanto. Há sim o fim de um casal, fim de quem ali amou, mas que encontra-se pronto para novamente amar. O amor entre eles para sempre existirá. E se assim não for, talvez não fosse amor...
_____________

Passei a tarde de ontem na sorveteria, discutindo amor com a Carol. A noite, veio a Mari, do PPBelém, falando mais um pouco sobre tal, ou melhor, dizendo que agora já não fala mais! Deu um nó, confesso. Eram duas pessoas que eu imaginava saberem muito sobre toda a temática que circunda o verbo amar.
Caso alguém consiga responder às minhas indagações, terá o meu agradecimento eterno. Mas precisa me convencer, ok?


Às vezes dá uma distância.
Eu penso coisas banais, eu sinto coisas banais
Mas tão nítidas.
Quero mais, quero o que ainda não veio.
Caio.
___________
Veio, mas está longe, longe...
Mais uma vez fui traída pela modinha: Comer, rezar e amar.
Nessas horas, me lanço sob os clássicos.
A hora da estrela é arte simples e sincera, que causa admiração nas primeiras linhas pela delicadeza segura de Clarice!
Mais uma vez aventuro-me a senti-la...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

do Caio para nós:

Talvez o tempo traga uma pessoa...
uma pessoa especial...
Talvez eu resolva isso aos poucos, 
sem sentir,
depois de resolver a mim mesmo.

domingo, 14 de novembro de 2010

porque ainda somos moços e temos tudo o que resta de nossas vidas...

"Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."

Clarice em Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.

sábado, 13 de novembro de 2010

twittando

acordei às 11hs.
desjejum foi uma cerva gelada.
por falta de melhor aperitivo, pimentinha.
ao som do melhor sertanejo de modinha: Jorge e Mateus.
após, Fernando e Sorocaba.
com algumas latinhas na cabeça, vou ao salão.
a cerva será anestesia para a depilação.


chorei, largadooo!


HAHAHA'

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Coisa tua
Alice Ruiz
coisa tua, coisa nossa...


assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido,
mas ia viver um dia
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito,
carrego você no peito

poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei alguma coisa tua.

De tanto não poder dizer
meus olhos deram de falar
só falta você ouvir.

às 01h49'

é Ana, mas atenderia por Lívia

Ana não se sentia esgotada, cansada, destruída nem nada do que lhe acometera nos ultimos meses. Depois de muito tempo, Ana sorria feito boba. Sorria sozinha. Porque sentia seu coração no lugar, sua cabeça no lugar e não demoraria muito pra sua vida entrar nos eixos. Ana e somente Ana, conseguia entender o que se passava e sorria sozinha. Um riso leve, um sorriso solto, que não se pode segurar só pra si. Nem ela sabia, que guardava tantos sorrisos. Era muito bom estar de volta.

Jannie Abrita
http://bereniceclandestina.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eu sei que veio buscar algum post para você, não encontrou e com isso irá...

imaginar um montão de coisas bobas, sem sentido, pensando no que me fez não-postar o que você esperou o dia todo ler [ou ter, o que seria só seu].
Ante essa falta, imagino além, que irá revoltar-se,
pensando que foi burrice tudo o que até hoje foi sentido,
afirmar, e ousar me convencer, que não sabe amar, apaixonar-se, gostar de alguém e assemelhados,
temer magoar-se ou ainda pior, sofrer em vão,
concluindo que você tem o poder de pôr fim a algo que encantadoramente se inicia e tem tudo [ou quase tudo] para prosperar,
e mais todo aquele blá-blá-blá, que, olha, cansa viu!
Então o que preciso mesmo dizer é para você se convencer de vez - recorrendo a toda segurança que eu quero muito acreditar que deva possuir para alguma coisa nessa sua vida -, que eu estou aqui, sei lá até quando, mas esperando você decidir se aposta na felicidade a dois ou preserva-se, porém na solidão de ser só um.
Saiba você que a dois é bem melhor... até as discussões fazem mais sentido, provocam o tédio e despertam um sei-lá-o-que-de-bom... rs'
Discutir consigo próprio só mesmo o que irá enviar no SMS,
aquele, que passo a manhã inteira aguardando receber para tornar o meu dia DOCE.
Por ora, para com o drama, renuncia a esse seu orgulho besta, deixa de manha e me chama logo no MSN!
Beijo!

Esse coração que erra, briga, se expõe, perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Clarice Lispector

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Da primeira vez ela chorou...

...mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes tinham deixado raízes no seu penar.
Depois perdeu a esperança, porque o perdão também cansa de perdoar.
Vinícius de Moraes, o Poetinha
______________
p.s.: não é caso de perdão, não há o que se perdoar.
mas sim é questão do cansar que por vezes às vezes dá...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Para Léo Lima

"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando
chamado de amigo. 

Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de
grandes chuvas e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste
durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. 

Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar. 

Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo."

Vinícius de Moraes


Porque eu simplesmente amo você, meu amigo, e me dou conta disso desde os dias mais difíceis e solitários, onde eu queria tê-lo presente apenas para me ouvir com esse seu silêncio que muito diz, até os dias mais tranquilos e surpreendentemente felizes, para que eu apenas pudesse vê-lo sorrir...

toma nota ai:

domingo, 7 de novembro de 2010

fez-me rir:

Persona non Grata



A todos trato muito bem:


sou cordial, educada, quase sensata,


mas nada me dá mais prazer


do que ser persona non grata,


expulsa do paraiso,

uma mulher sem juízo, que não se comove com nada

cruel e refinada

que não merece ir pro céu, uma vilã de novela

mas bela, e até mesmo culta

estranha, com tantos amigos

e amada, bem vestida e respeitada

aqui entre nós

melhor que ser boazinha é não poder ser imitada.



Martha Medeiros
Um homem deve ir a busca da sabedoria, da mesma maneira que um soldado vai para a guerra: com medo, com respeito, e com total segurança. 
Deve agir como se soubesse onde está indo, embora na realidade não tenha a menor idéia do que irá encontrar; 
o que importa é que ele está percorrendo o caminho que escolheu.
Carlos Castaneda

Porque ele me faz uma falta... às vezes...









Domingo feliz! 
Semana promete! 
Ouvi um Amém?!

Êeeeeee lasqueira!
É hoje, sô!
Bia, procê essa!

bão demais da conta, sô!
Bruna, é nóis no Alambique
Cantá,
bebê
e chorá! HAHA'
E Barretesão 2011!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

23h13'

Não raro desentederam-se na madrugada para se conciliarem durante o dia.
Falavam de sensibilidade, esoterismo, música, fotografia e paixão.
Riam de si, quando o coração disparava por nada de muito relevante. Estavam felizes.
Discutiam sentimento, horário, atenção e negavam o ciume.
Irritavam-se por um pouco que se agigantava ante o adiantado da hora e dos ânimos. E da vontade frustrada. E da constante saudade. Despediam-se com vontade de ali permanecerem.
Por meses ali estiveram a frente da máquina.
Finalmente é chegado o encontro do real. Muito além de almas, destinos, corações, era o encontro físico entre duas pessoas.
As mãos não se acalmavam. O suor era mais que natural no calor do Rio se não fosse a expectativa do toque, a qual sucumbia ao desejo de um dia passear no bondinho do Pão de Açúcar.
Descidas as escadas do avião, cruza a pista, puxa a mala, procura uma placa. Algo como "bem-vinda", " amr", " te amo", ou apenas um nome.
Entre tantas placas amadoras, eis a mais bela, com letras manuscritas a lápis creon.
Pouco lhe importa a placa, apenas reconhece o olhar. Aquele olhar pormenorizado durante dias, e tardes, e noites, e madrugadas, e sonhos...
E o sorriso, e os lábios, e o tom rubro da face, e as mãos, e todo o conjunto.
A vontade de abraçar só não era mais incontrolável do que tocar aqueles lábios num beijo há meses desejado, e há anos aguardado, mesmo sem saber com quem, como e porque.
Mas lentamente se aproximam, olhares se cruzam e a paixão emudece todo o ambiente, como se por um instante tudo parasse somente para contemplar aquele encontro, com aplausos audíveis somente para quem conhece o significado para paixão.
O calor de um corpo finalmente encontra e reconhece o abrigo do outro. 
Naquele dia as almas tranquilas adormecem, porque sabem que ali encontraram-se duas vidas e o desejo de serem uma só.


Ao som de Fico assim sem você, na voz da Calcanhotto

Lenine canta Ivan
Meus diletos da MPB +
E Chico
E Milton
Para ser grande, sê inteiro
nada teu exagera ou exclui.
todo em cada coisa.
Põe quanto és
no mínimo que fazes.
Assim em cada lago

a lua toda brilha
porque alta vive.


Ricardo Reis, 14-2-1933

[pseudônimo de F. Pessoa]