sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ahhh...

eu programei uma mensagem gracinha para hoje, postada automaticamente às 00h01' [com a ajuda do meu amigo sergipano Binho, bgs], mas quando me deparei com Drummond, não resisti e de antemão, já desejo a vocês...


"[...]

o sonho realizado.
O amor esperado,
A esperança renovada.

*Tim-Tim*
Para você,
Desejo todas as cores desta vida,
Todas as alegrias que puder sorrir,
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você,
Neste Ano Novo, desejo que,
Os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas,
Mas nada seria suficiente para repassar
O que realmente desejo a você.
Então desejo apenas que você tenha muitos desejos
Desejos grandes
E que eles possam te mover cada minuto ao rumo da sua
Felicidade!"

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sobre amar você...

[...] se fácil fosse, dispensaria uma maior reflexão amar-te. Isso soa como uma obviedade tanto quanto era a sua alteração de humor nas tardes de domingo e nas manhãs de quarta.

aventurei-me a descobrir como era amá-la com a mesma verdade com que você se atrapalhava com as palavras ao dizer o que gostaria de sentir em oposição ao que verdadeiramente sentia. Sobravam palavras mal empregadas - geralmente apropriadas de um ou outro escritor de renome -, risadinhas com pouca graça, e o mau uso da vírgula. Porque você não sabe usar a vírgula, amor, assim como eu não sei quando uso o ponto

insisto em entender quando foi que passamos a sentir o que para mim era amor - ou algo próximo dele - e para você era inominável, sem prenome e descendência, quase um sentimento indigente [no melhor sentido... eu acho...]. Insistia e me irritava com sua indecisão: era paixão, indiferença, amor ou aquele seu primo primeiro, o ódio? Ódio, também, e por que não? Não nos faltaram  oportunidades em sermos unidos pelo ódio. 
Saiba que só não me irrito mais porque sei que sentiu, e isso me bastou.

vencida a irritação - não posso irritar-me muito além do que você já se irritava quando estava naqueles dias femininos - pego-me a questionar o porquê de tantas desavenças e discussões acaloradas. Sim, porque discutir é atributo de um casal, só não podíamos exarcerbar nossas emoções e colocarmos fim a todo o vivido e sentido vez que sabíamos que dia mais, dia menos, estaríamos juntos novamente. Senão pelo amor, pela dor, pela solidão ou por um sei-lá-o-quê...

amor, aproveita a ocasião e me explica a razão de tantos 'sem mais'? Eu me empenho e não consigo realmente compreender. Partiram de mim, eu sei, mas alguém precisava me dizer que esses sem mais não tinham nenhuma credibilidade; ou tinham sim, porquanto geralmente vinha um algo a mais depois deles. rs' Entendeu o trocadilho? O.k., amor, eu sei que hoje é quinta e exigir uma dose de humor nesse dia é pedir para você me chamar de avenca. Podíamos acordar que não mais empregaremos - nas nossas lembranças mal furtivas - 'sem mais' e 'avenca' em nosso vocabulário de [ex]casal, concorda?
 (   ) sim   ( x ) sim

e por falar em vocabulário, vou além: por que você adquiriu esse hábito de falar em códigos? Abusava das entrelinhas, negritava-sublinhava-italicava e eu permanecia na mesma, fazendo papel de idiota, sem nada entender... Por que não falar rasgado, amor? Rasgando etiquetas comportamentais, esquecendo a educação vinda da sua mãezinha e ignorando a mesma classe usada para pintar os olhos com sombras azul-turquesa! O que eu mais desejava, amor, além do seu cheirinho, era vê-la verbalizar. Saiba que, se precisava de uma Fonoaudióloga, deveria ter me falado, amor! Seria mais uma profissional a atender as suas necessidades que eu passaria a admirar...

amor, caso faça frio, use um cachecol daquele tom rosa-bebê que têm as suas risadas e peça para fazerem novamente aquela trança. Mas, se não quiser, retorne na sua cabelereira [aquela mesma que um dia falou sobre nós] e saia de lá com dreads coloridos, pois você ficaria linda do mesmo jeito!

eu consegui amar tudo isso, sabia? Sem muito esforço, mas com algum sofrer. Aprendi muitas coisas com esse amor, isso é um fato. Outro, é você ter me feito maldizer quem lhe furtava a atenção que deveria ser toda voltada para mim. Sim, porque com você não aprendi a ser des-possessivo. Primeiramente, para que tantos 'esses', me diga?! E outra: como quer me convencer que era só minha se não mais enviava torpedos pela manhã e ao longo do dia? Se não demonstrava saudade quando me esperava chegar ligeiramente cansado do trabalho, mesmo sendo eu quem chegava em casa antes de você? O.k., já estou contradizendo os fatos outra vez. Só não poderia ter ousado me pedir menos desprendimento de VOCÊ, amor, porque isso era uma das muitas características que possuía -e ainda mantenho -, como todas as outras cultivadas quando, ainda sem muitas pretenções, trocamos confidências pelo Messenger numa quase-amizade. Além do mais, eu aceitava características suas sem denominá-las de defeitos, e assim gostaria que agisse comigo naquele tempo. Está vendo, embruteci. Seria você a minha Fiona? HAHAHA'

e seria mesmo necessário externar tudo o que sentia, amor? Tudo, tudo mesmo? Não ficaria repetitivo, cliché, anedota para o grande público, discurso demagogo, quase a beira do ridículo? 
A mesma necessidade que você teve de saber um pouco mais de mim e do que eu vivenciava quando não estava com você, se aproximava da necessidade que eu tinha de ouvir os sentimentos que você ocultava de mim, sabe? Sem invocar astros, búzios e tarô. Seu misticismo pedia um freio nessas horas. Freio também pediu essa minha pouca compreensão. Só assim, nesse acelerar-freiar,  passei a entender que um casal também se faz de segredos... Tudo bem, caso você não coadune dessa minha opinião, amor, um casal também se faz de divergências. Se fazia, se fazia, no passado, e digo sete vezes para me convencer assim como para que os dias sejam DOCES.

o que me causava dor nessa relação, era quando sob nós se abatia uma solidão a dois. Era eu estar aqui, na companhia de uma bebida qualquer, ouvindo uma música qualquer e sentindo um algo qualquer, enquanto eu poderia estar aí, ao seu lado, oferecendo a minha companhia - se preferisse, estática e silenciosa - embriagada de sentimentos que eu me recusava mesmo a dizer, só para em alguma coisa parecer-me com você! rs' 

mas, enfim, as angústias são minhas...
- simples avenca!
não, amor, sem avenca!


falo no passado e ainda sinto no presente, amor, mas sei que tivemos um fim. Um fim singularizado, atípico, assim como imagino que sejam todos os demais. E doeu, viu?! Latejou, latejou de fazer sangrar... mas agora sinto algo diferente, assim, esquisito, inominável como quando você sentia por mim. Não é de todo ruim, não é amor, nem ira, mágoa ou algo assim. Só sei que quero e preciso parar de sentir. Faz-se necessário. E com a sua falta, é o que está acontecendo, após as exclusões do plano virtual, assim como você previu.


em sendo o fim, já finda o ano, amor. O que vamos desejar  juntos - ainda que ambos estejamos separados - para esse que se inicia? Nessas horas é que eu quero ver se realmente conhece de astrologia! rs' Eu sei bem pouco sobre os astros, signos e o cinco elementos, mas o pouco que sei é que nossos destinos se cruzaram, e ainda que me doa muito afirmar o que passo a dizer agora, caso não estejamos mais unidos por um sentimento tão nobre quanto o amor, que seja pela dor de ser só um, mas com lembranças de dias ternos de amor e noites ardentes de paixão.


em sendo assim, um bom novo ano a você, amor!

_________________

não assinou, dobrou o papel azul clarinho, guardou no bolso da calça jeans que, por estar suja, recebeu água e detergente em pó na máquina de lavar.




Lívia =]

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

bebendo um pouco de Caio



Tentaram me fazer acreditar que 
o amor não existe e
 que sonhos estão fora de moda.
Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, 
como fizeram com os deles.
Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. 
Em construir castelos sem pensar nos ventos. 
Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. 
A manter meu buquê de sorrisos no rosto, 
sem perder a vontade de antes.
Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica
Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. 
E lá vou eu, nas minhas tentativas, 
às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos
Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo.
Eu sei que
vou
Insisto na caminhada. 
O que não dá é pra ficar parado
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço.
Colo.
Pinto e bordo.
Porque a
força de dentro é maior
Maior que todo mal que existe no mundo. 
Maior que todos os ventos contrários
É maior porque é do bem
E nisso, sim, acredito até o fim

Caio Fernando Abreu

promoção do bem...

Palavras podem não curar, mas podem fazer um bem enorme para quem as lança no ar e para quem as respira!
Louvável iniciativa!
Participem!
http://www.doepalavras.com.br/

a palavra é...

en.can.ta.men.to

lá vem o sol...


por Lúcia São Thiago

porque eu estou avessa as palavras e muito receptiva as imagens...
promovo um novo sentido, e assim, tenho aprendido a sentir com mais calmaria e liberdade...
nessa manhã descobri o blog da Lucia São Thiago, que, assim como eu, é fã da arte do Manoel de Barros.
suas ilustrações trazem um pouco do encantamento encontrado no ambiente rural, seus perfumes, cores e todas as demais manifestações da natureza...
somente aquele que conhece essa sinestesia mágica sabe confirmar com propriedade o que estou a dizer...
vasculhei todo o seu  blog e pude constatar que a Lúcia consegue muito bem retratar, com sofisticação e simplicidade da combinação perfeita  nanquim + papel, 
a arte de Deus...


[AAA]

- Tai, não fiquei poota. lixa*
- Você não conta, cherry, nascestes operada!

- Hum. 
[pausa reflexiva]
- Como eu ia falando [...] 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Apresento-lhes...

~ Princess ~
Princess fará um curso para aprender a ser amada... own...
Não será muito difícil, ela chega a ser linda de tão desprovida da beleza canina convencional! rs' Afora que tem feições quase humanas tamanha sua sensibilidade no olhar!
A dúvida que paira no ar é: será que tal curso pode ser feito por HUMANÓIDES?
Se sim, por favor, coloquem logo meu nome na lista!
HAHAHA'


_________________
UP DATE: foi só para descontrair, pessoas! Não estou com a auto-estima baixa, e nem poderia, afinal, são 4 meses e 32 kilos OFF! lixa*
rs'
... com TULIPAS, sempre!

porque há inexatos 8 anos identificamo-nos à primeira vista e por nada em troca...

... e quando deparo com um perfil desses que  mantenho ainda mais ativos o meu carinho e minha admiração!
Um beijo, Moa!
_____________________


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Porque você reconhece a verdadeira amizade quando seus amigos abstraem a sua porção cafona e ligam/mandam SMS's em um sábado a noite, um dia após o Natal, dizendo que seus dois amores estão cantando juntos na TV!
Acreditem, aconteceu comigo!
HAHAHA'

emocionante :')
_______________
Obrigada pelo presente, Amiga!
Assistindo pouco a pouco para perdurarem as sensações... rs'

lições...

Quero mudar minha vida
É tempo de fazer alguma coisa
Talvez eu tenha medo demais, e isso chama-se covardia
Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando
Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara
Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando de caminho cada vez que percebo a luz
Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento. Suavizada às vezes, mas sempre fuga.


Caio

__________________
Por isso tenho evitado o verbalizar [desculpa ai, PB/Color, mas faz-se necessário]. 
Descobri que melhor do que falar é viver [leia-se o enfrentar a vida, segundo Caio], agir [sem a covardia por ele citada] e sentir com mais prudência [(re)conhecer o outro]; e não sentir menos, porque essa não seria eu.
Evitar os despedaçamentos; viver os encantamentos
Estas serão minhas palavras de ordem!


=*

sábado, 25 de dezembro de 2010

porque foi durante o Natal que eu me dei conta desse amor...

amor antigo, imaculado, daqueles que se tem bem guardadinho e silente, mas quando desperta, causa descompasso e faz ecoar um som estampido.
É desse jeitinho o meu amor por Vinícius...
Por ele me encantei há inexatos nove anos, por ocasião de uma peça de teatro, em que, além de autora e produtora, por falta de candidatos, sai por detrás das cortinas e aventurei-me a representar a sua irmã. Personagem fictício, mau humorada, saudosista, solitária e amante de um bom whisky!
Além da sua empregada, duas estátuas lhe faziam companhia. E tais estátuas, com o avançar das doses, tomavam formas humanas e ora cantavam Vinicius, ora declamavam suas poesias... rs'
Estas estátuas foram representadas por duas grandes amigas: Paulinha e Bebel. A primeira, abdicou dos títulos de mulher, amiga, atriz, baixista e profissional do SI para tornar-se a mãe do Ryan. A segunda abdica de muito pouco dessa vida, porquanto vive tudo, muito e intensamente! O.k., hoje é a senhora Macedo. rs'
De todo o vivido naquela momento [como em muitos, muitos outros em que estivemos ali, sempre unidas por algo estranho, mas que nos fazia um bem enorme] restaram esses meus três amores. Incólumes. Guardados e surpreendentes, vez que fugiram do terreno fértil da imaginação e ocuparam a seara do meu coração. E assim, vez ou outra, despertam e fazem-me rir, assim como aconteceu essa noite quando ouvi Vinicius na companhia do meu tio, na extensa e fresca varanda da casa da minha avó, com as luzes de Belo Horizonte  ao fundo, mas que ainda assim clareavam aquela atmosfera de um misto de saudade, pontinha de tristeza e generosas porções de amor.
Eu me permito não recomendar que ouçam determinada música de Vinicius para respirar esse silêncio mágico que restou aqui. Tudo bem assim?
Esse silêncio me faz lembrar o cheiro que exalava do livro biográfico de Vinícius que a Paulinha a época me emprestou para escrever a peça de teatro... own...
Podem me internar depois dessa, mas levem Vinicius para eu escutar na oficina de música da Saúde Mental!
HAHAHA'
Um beijo destemperado e mágico,

Lívia  =]



p.s.: fui loucamente apaixonada por um Vinícius... paixão arrebatadora mesmo, de bastar o cheiro para continuar pulsando!
E agora, revendo o passado e o contrapondo com meu presente, constato que eu me perco e me encontro em Vinicius sempre que me despedaço e me recomponho.
Assim como ultimamente acontece com Caio, Vinicius está presente em bons e em outros momentos da minha vida. Acabo de dar conta disso também!
Poeta e Poetinha fazendo-me viver e encantar-me cada dia mais e mais...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

a Líca do Rapha


porque estamos tatuados um no outro: ele, no meu coração, e eu, com canetinha verde-esperança!
HAHAHA'

Um beijo saudoso, amor paraense!

____ xoxo ______

Ainda bem que sempre existe outro dia. 
E outros sonhos. 
E outros risos. 
E outros amores. 
E outras pessoas. 
E outras coisas... 
Caio Fernando Abreu


Não tenho tido tempo para registrar tudo de bom e bonito que tem acontecido nos últimos dias!
Talvez me falte tempo e sobre egoísmo: não compartilhando com ninguém essa alegria, acredito que a terei integralmente para mim, e assim ela seria somente minha e de mais ninguém! Deixem-me viver essa fase egoística? Agradeço! rs'
Fato é que tenho me divertido no máximo da minha capacidade! Melhor: estou descobrindo os limites dessa minha capacidade! Por vezes acredito que ela seja infinita, até imensurável. Noutras, respeito seus recortes e me divirto sob as regras estabelecidas, o que não a torna menos encantadora! Diversão esta saudável, sem despender muitos esforços, deixando apenas os acontecimentos fluírem, sem preocupar-me com o depois.
Observo, porém, que coisas e pessoas têm me feito muito bem de uma forma diferenciada...
Talvez eu tenha aprendido várias lições com as últimas situações que vivenciei, e isso alterou meu modo de sentir... se para melhor, se para pior, abdico, por ora, de juízos de valor.
São vários os momentos felizes e devo agradecimentos as pessoas que deles participaram!
Sou amante de pessoas e acredito no poder que os humanóides têm de fazer o bem! Por esse motivo, devo ainda mais agradecimentos por alguns deles terem dirigido a mim os seus encantos! Não vou nomeá-los, porquanto seria desnecessário e até mesmo injusto! Ademais, faço sempre questão de agradecer no exato momento o carinho que recebo, ainda que de formas variadas, vezes verbalizadas, vezes demonstradas em atitudes.
De todo modo, esse é um ano feliz, que finda-se com várias chavinhas folheadas a ouro!
É isso, compartilhando com vocês - ainda que de forma genérica e abstrata -, a minha felicidade!
Sejamos todos felizes nesse Natal e tenhamos fé que em todos os outros em que façamos por merecer as bençãos divinas!


Feliz Natal, Queridos!

Um beijo estalado e um abraço carinhoso em cada um de vocês!

Lívia =]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sobre elas

[...]
ela: - e você que nunca fica tranquila.
ela: - e você sempre se importando com os meus desvaneios.
ela: - você pensa que eu não me entrego...
ela: - não, penso que você se entrega pouco. Não se permite. Sempre nega vida aos seus sentimentos.
ela: - não aceita que eu seja menos intensa que você.
ela: - sim, sempre espero que um dia possa ser menos razão.
ela: - para você, ser paixão é o que confere vida.
ela: - sim, essa sou eu, e quero muito acreditar que assim sempre serei.
ela: - não sei você, mas eu preciso de espaço, de liberdade.
ela: - posso sempre acompanhá-la.Serei o lajedo do seu chão e o sopro forte do seu ar.
ela: - não, preciso do meu espaço, da minha liberdade. Neles encontrar-me para depois encontrar você.
ela: - você precisa de tempo, e isso não posso dar. Caso se confira tempo ao amor, ele perde o seu encanto. Descobre-se que é possível viver sem o outro na sua falta. Eu não quero isso para nós. Sempre quero ter você em mim.Ainda que somente a parte menor que conferir a mim.
ela: - você tem o dom de tornar o difícil em algo mais complexo.
ela: - sim, sempre. E digo mais: no quase impossível.
ela: - e parece haver um gozo nisso.
ela: - nem tudo o que hoje é assim pareceu um dia ser. Há encantamento no mistério. O imprevisto sempre mendiga atenção para expor a sua beleza.
ela: - você novamente conferindo certeza ao que não é matéria.
ela: - sempre incrédula ao que seus olhos não alcançam sentir.
ela: - sabe que são para você todos os meus olhares.
ela: - assim como sua boca, suas mãos e todo a sua sinestesia. Sempre meus, sempre minha.
ela: - você não se cansa de afirmar a certeza, de invocar o 'SEMPRE'?
ela: - como não me canso de buscar o 'VOCÊ', em cada palavra que dirige a mim.
ela: - não quero mais VOCÊ.
ela: - eu sim. SEMPRE
[...]
_________________________

porque me encontro nela e nela...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

de Lóri para Ulisses

"[...] faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma, pois senão não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, amém."

Clarice em Uma Aprendizagem ou O Livros dos Prazeres

Clássico ->

own... Drummond...


Enleio


Que é que vou dizer a você?

Não estudei ainda o código de amor.
Inventar, não posso.
Falar, não sei.
Balbuciar, não ouso.
Fico de olhos baixos
espiando, no chão, a formiga.
Você sentada na cadeira de palhinha.
Se ao menos você ficasse aí nessa posição
perfeitamente imóvel, como está,
uns quinze anos (só isso)
então eu diria:
Eu te amo.
Por enquanto sou apenas o menino
diante da mulher que não percebe nada.
Será que você não entende, será que você é burra?

Carlos Drummond de Andrade

____________

Rio de Janeiro - Brasil, 19/12/2010

sobre casamentos

Emociono-me em todos. 
T.O.D.O.S. 
Reais ou fictícios, conhecendo ou não os noivos e convidados, sabendo ou não da história daquele amor... não tem outra: eu vou chorar em algum momento da cerimônia - FATO
Pois ontem foi o casamento da Olívia [queridíssima] e do Fábio. E para não furtar-me a regra, lá estava eu como uma tia-avó a secar as lágrimas que teimavam saltar destes olhos míopes e charmosos! HAHAHA'
O curioso é que não me imagino ali, no lugar da noiva, não mesmo! Sou mais alternativa e prática, ou seja, o avesso de um casamento tradicional! rs' Casaria sim, mas algo com menos pompa, menos firulas, personalizado e com mais AMOR, muito mais... 
Emociono-me com o encontro de duas pessoas, o amor que adveio desse encontro, com a expectativa de felicidade conjunta, com a pretensão de constituírem uma família, enfim, com tudo que motivou estarem duas vidas fazendo promessas perante um altar, quaisquer que sejam as Igrejas em que se dêem os matrimônios.
De todo modo, casamentos me fazem chorar e ontem, o da Olívia - sempre fofa, gentil, educada, atenciosa e profissional de grande valia -, foi muito lindo e ainda mais emocionante, considerando a história de amor dela com o noivo!
=*
A música ao final da cerimônia fez-me chorar um pouco além. Já a conhecia do casamento da Lu com o Píter, mas ontem foi diferente!
Chama-se Nós dois, e embora tenha pesquisado, desconheço a autoria.
Como no You Tube não encontrei um vídeo a altura do que se deu ontem, abaixo a letra da referida canção:

Nós dois
Nós dois, nascemos pra nos amar
E em meu coração, já não existe lugar para solidão
Enchendo o meu ser, eu sinto o amor de Deus
Sei que você é um presente que Ele me deu

Nós dois, uma aliança de amor, unidos no Senhor
Andando sempre na luz, seguindo a Jesus
Vivendo pela fé, ouvindo sempre o que Ele diz
Homem e mulher formando um casal feliz

Eu agradeço a Deus
Que fez você pra mim, que me fez pra você
E fez a gente se encontrar
Eu agradeço a Deus
Que nos predestinou, pra Ele em amor
E nos deu o dom de amar.


Olívia e Fábio: felicidades e mais amor!

Um beijo emocionado!


Lívia =]



sábado, 18 de dezembro de 2010

IN-CRÍ-VEL

î porque eu não encontrei melhor definição para o dia de ontem!


TIM-TIM!

Para Mari

Encontrei na Tati, a Bernardi, outro melhor contra-argumento para a sua teoria sobre o DESPEDAÇAMENTO:

Não tem nada que me deixa mais inteira do que sentir o medo de ser despedaçada.

Um beijo, Mari!
E fica bem!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


Apadrinhe essa ideia!

Ainda não escolhi a criança que irei amadrinhar:


se o Rafael, de Vespasiano/MG, 
se o Ângelo, de Padre Paraíso/MG, 
se o Samuel, de Caririmirim/PE ou 
a Géssica, de Crato/CE.


Mas em breve eu decido, podem ter certeza!
Enquanto isso, eu apadrinho e divulgo essa ideia!
Conheça mais:



porque eu fui, heim! rs'

Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena, a gente acha que não vai aguentar, mas aguenta: as dores da vida. 
Agora está insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora ja são dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. 
Você acha que não, porque esperar uma dor passar é como olhar um transatlântico no mar estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olhar, lê uma revista, conversa com suas amigas, toma um sorvete e quando vê o barco já está longe.

A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. 
Levanta dai, vai conversar com as suas amigas, tomar um sorvete e quando você ver, passou.


Caio



=



Apertadinho, apertadinho esse pobre coração [alguém desliga o drama, please!], eu não consegui ficar tantos dias como imaginava longe desse cantinho ora preto e branco, ora colorido, coloridinho!
Na realidade, eu pensei que ao iniciar um projeto, não teria tempo para dedicar-me com todo carinho e respeito ao blog ou qualquer outro espaço virtual. Desse modo, dei tudo como DSTV [desativado], o que me cortou a carne [ainda não desligaram o drama... lalala... rs']!
Mas qual não foi minha surpresa ao saber que sim, vai dar sim para conciliar o projeto e meus mundinhos virtuais?! Ahhh, fiquei muito, muito feliz e corri aqui para contar!
Fora o novo trabalho, estou cheia de programinhas leCais para esse fim de ano! 
Por ora, meu retorno bem a la 'a volta dos que não foram', é o bastante! rs'
Um beijo a vocês, que me procuraram para saber o porquê do DSTV, e, dramáticos como eu, já alegavam saudade! HAHAHA'
Afirmo que estou bem, muito esperançosa e rumo a felicidade, porquanto boas novas se apresentaram a mim! 
Fiquem felizes em minha homenagem pois eu me alegro sempre e muito por tê-los ao meu lado!
Mais beijos!


Lívia =]
___________________
Caio:
Mesmo imóvel pressentia a recuperação de um jeito de sorrir que tivera...
recuperava integralmente todo um ser antigo. 
Como se nunca houvesse saído dele.


viram? 


=*

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vontadezinha aguda de postar todas as músicas de
Bicicleta, Bolos e Outras alegrias.
Acabei optando por As palavras por vários trechos lindos e muitas mensagens subliminares contidas nela! rs'

Renda-se!

vitória para a minha Psi:

eu consigo trabalhar bem com o sentimento de indiferença.
HAHAHA'

#táparey

sobre pecados...

Eu sei amar. 
Mas não sei fugir. 
Por isso, não tente me parar. 
Não me peça para não ir. 
Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. 
Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. 
Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí ? A vida é minha. 
O amor é meu. 
Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. 
Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. 
Amor não tem garantia, mas tem devolução. 
Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. 
Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. 
Você imagina quantas meninas existem em mim? 
Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. 
Quer provar? 
Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. 
Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. 
Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria!). 
O amor não tem regras, o desejo não tem limites. 
Minha boca é do tamanho do meu coração.

Fernanda Mello

Paulinho Moska by Sil [amiga linda] Nunes

11-12-2010, São Paulo/SP

Desequilíbrio

Porque, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. O quanto uso das partes que brigam dentro de mim. Há muito, eu me confundo. Porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. Olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. Segurando forte. Espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso. Metade prefere brincar na beira da praia. No raso. Enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. Sobre o possível afogamento. Porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. Uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. Me confundo com as metades que brigam dentro de mim. Porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. Pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. Seta torta, avisando sobre o perigo. Metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. Outra, sempre calada, tolera a banalidade. Engole a ignorância. Convive com a mediocridade. Há muito, eu erro a mão. A dose. Me confundo com o que devo usar. Porque metade briga. Explode. Dedo apontado na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. no quarto fechado. No tudo escuro. Metade berra. Outra sussurra. Tenho uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. Tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha. Metade auto-suficiente. Mas, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. Me perco. Há dias em que uso a metade que não poderia. Dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria. Porque elas brigam dentro de mim, as metades. Há algumas mais fortes. Outras ferozes. Há partes quase indomáveis. Metades que me fazem sofrer nessa luta diária. Não deixar que uma mate a outra.

Eduardo Baszczyn

- não sei quem é você...

... deixo assim ficar subentendido [...]


"E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que o amor não começa quando o nojo, higiene ou qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também." 

Caio Fernando Abreu 

(8)
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Lulu Santos

___________________________________________


Pela aprovação do Projeto de Lei nº 122/2006 junto ao Senado Federal brasileiro para a criminalização sobre qualquer forma de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.